LabRua

Pesquisas Apontam

2018-15-12; pesquisas, dados, intervenção urbana

Pesquisas apontam é uma ação do LabRua que busca trazer para a rua dados e inquietações sobre como os nossos espaços públicos são tratados e como nossas cidades são construídas. O intuito é “devolver” à população dados que levantamos, para empoderar os cidadãos sobre como a cidade é ocupada. Para tanto, distribuímos de diversas formas ao longo da cidade, principalmente no centro, informações que sabemos sobre alguns pontos da cidade.


equipe LabRua

Ao longo de dois dias, labrueiros e convidados analisaram dados e produziram diversas coisinhas para divulgar o que coletamos para a população. A produção desse evento ocorreu no estilo que já virou tradicional para a gente, que é na forma de maratona: ficamos imersos discutindo sobre o que temos, propondo o que será feito, votando nas ações que mais agradaram e, por fim, produzindo e distribuindo o material.

Maratona1

início da maratona | definindo objetivos

Maratona2

levantamento dos dados que temos

Maratona3

discutindo sobre vizualização e fisicalização de dados

Maratona4

sugerindo ações e conversando sobre elas

Maratona5

votando nos projetos

Maratona6

produzindo o material

Ao longo do ano de 2018, o LabRua coletou diversas informações sobre a cidade de Campina Grande, a maioria delas concentradas na área central da cidade, como o núcleo central e o Açude Velho. Usamos esses dados para elaborar as ações que fizemos nessa maratona, que se relacionam com o que nossos dados apontam.

Fizemos um levantamento na área que chamamos de Núcleo Central, que compreende as ruas Marquês do Herval, Venâncio Neiva, Maciel Pinheiro e Barão do Abiaí. Levantamos os terrenos vazios e os pavimentos com potencialidade de uso. Ao simular a área que esses vazios ocupam, percebemos que a mesma área poderia acolher 850 residências do tamanho das edificações que foram construídas no conjunto Minha Casa Minha Vida do Aluízio Campos. 850 hab

caberiam 850 residências no núcleo central de CG

Outro dado que sempre coletamos é o da quantidade de meios de transporte que passam em uma rua. Isso significa que contamos carro, motos, pessoas, bicicletas etc. ao longo de um dia inteiro (tem explicado em um post aqui no blog). Fizemos essa contagem na Maciel Pinheiro em maio desse ano e descobrimos que passam mais de 18 mil pessoas por dia nessa rua maravilhosa. Já o número de carros não passa de 6 mil. Fica o questionamento: não seria mais lógico ter mais espaços para pedestres? 18 mil

número de pessoas que passam na Maciel Pinheiro

Baseado no que foi explicado acima, essa imagem busca mostrar essa porcentagem de cada modal. Se considerarmos todos os modais que foram contados, quase 70% são pedestres, no entanto apenas 35% da área da rua são destinados a eles. Total da Maciel

produzindo o material

Fachadas

produzindo o material das fachadas

Ainda baseado nessa ideia de questionamento, algumas imagens foram feitas para mostrar o óbvio e se perguntar até que ponto vale a pena termos nossas cidades priorizando os meios de transporte motorizados. carro rápido

produzindo o material

Além dos dados, foram feitas algumas suposições de como o poder público poderia tratar alguns espaços da cidade. Um exemplo é o Açude Novo, que não recebe investimentos. Essa área central com potencial incrível poderia ser 850 hab

imagina o açude novo